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Nome aos tombos de motocicleta
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Mensagem |
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Itamar
Lander
Data de registro: Qua Fev 20, 2008 2:52 pm Mensagens: 635 Localização: São Paulo Moto: XTZ 250 X Preta/Vermelha
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 Nome aos tombos de motocicleta
Retirado deste site, mas já visto em diverso fóruns por aí... Citação: Não ria, porque em trail quem ri por último ri... sem dentes Texto: Geraldo Tite Simões* Quem pratica fora-de-estrada sabe que os tombos são inevitáveis. É tudo uma questão de tempo. Basta pôr a moto na terra e quem ainda não caiu acaba caindo. Portanto, se algum amigo seu cair, não ria, porque em trail quem ri por último ri... sem dentes. Tombos são como imagens de caleidoscópios, nunca se repetem. Eles podem ser parecidos, mas um tombo nunca é igual a outro. Existem os tipos de tombos que são comuns e podem acontecer mais de uma vez com o mesmo motociclista até que um dia ele aprende. Para os iniciantes, anteciparemos os tipos de tombos mais comuns, a forma de evitá-los (a profilaxia), e como fazer o tratamento "pós-queda". Aos mais experientes, a relação serve como um guia para anotar quantos tombos já levou com as características mencionadas. Vasectomia - Um tombo muito comum de acontecer com proprietários de Honda XLX 250R ou 350R. O piloto se aproxima de um obstáculo, como um tronco ou uma valeta. Para transpô-lo basta dar uma aceleradinha, levantar o guidão e a roda dianteira salta. Mas com as Honda 250 e 350 isso, às vezes, não acontece. O piloto se aproxima do obstáculo, dá uma aceleradinha e a moto faz "GASP!", desligando o motor. A roda dianteira bate em cheio no tronco ou enterra no buraco, e o piloto é arremessado para frente, batendo com suas partes baixas no tanque de gasolina ou no bocal do tanque. Profilaxia: usar a embreagem com o acelerador para elevar o giro e evitar a engasgada. Tratamento: uma semana internado numa clínica de terapia de traumas sexuais, com projeção de filmes especiais e uma série de incentivos para o Bimbo voltar a funcionar. Cata Cavaco (ou Cercando a Franga) - Tombo comum entre os apressadinhos. Tudo começa com uma trilha ideal para abrir o gás, mas desconhecida pelo piloto. De repente, aparece um morrinho perfeito para saltar. O voo é lindo, perfeito, mas, na hora de aterrissar, o piloto descobre que a pista lisa se transformou num paraíso de erosões. A roda dianteira entra numa das erosões e trava a moto, enquanto o piloto mantém a velocidade de 70 km/h, passa por cima do guidão e vai enterrar os chifres alguns metros adiante. Profilaxia: em trilhas desconhecidas nunca salte como se tivesse recebido o Caboclo Paraibinha. Estude o terreno antes. Tratamento: uma prótese nova para os dez dentes da frente. Baila Comigo - Tombo odiado pelos colegas. Tudo começa com uma provocação e um racha. De repente, três motos entram coladas numa curva e a da frente cai, levando as outras duas juntas, formando um lindo espetáculo circense. Profilaxia: evitar andar colado na moto da frente. Tratamento: cerca de 15 dias de isolamento, longe dos amigos coléricos. Piruette - Muito comum entre os proprietários de motos com motor dois tempos. Tudo começa com uma curva deliciosa, em alta velocidade, com terreno gradeado, perfeito. O piloto entra na curva com meio acelerador, sente que os pneus estão bem aderentes, a tração na roda traseira é perfeita e, então, dá gás. Mas justamente naquele micropedaço de solo a terra estava mais batida e mais lisa, a roda traseira derrapa até a moto ficar de lado, aí pega um novo trecho de terreno aderente, parando a traseira. O piloto é espirrado para fora da moto, dá um lindo giro no ar e aterrissa de bunda. Profilaxia: treinar mais derrapagens controladas em vários tipos de terreno. Tratamento: utilizar uma almofada na cadeira do escritório ou da escola por uma semana (diga logo que foi tombo, senão vão pensar o pior). Volta, Vem Viver Outra Vez ao Meu Lado - Tombo característico dos iniciantes. O cenário é uma subida íngreme, que piora no final. O piloto pega velocidade, entra em segunda, a moto começa a perder velocidade, reduz para primeira e dá uma baita empinada, completa um giro de 180° ficando com a roda dianteira apontada para baixo. O piloto solta das manoplas e vê a moto começar a descer numa razão de aceleração de nove metros por segundo ao quadrado (um pouco menos que os 9,8 m/s2 do Issac Newton). Profilaxia: escolha bem as marchas antes de encarar o subidão. Tratamento: análise com psicólogo da linha Soichiriana ,que estuda os motivos desta súbita síndrome das fugas das motos. Atração Fatal - Acontece com uma frequência impressionante. Às vezes, em um mesmo dia pode se repetir em várias ocasiões. O piloto vem normalmente numa estrada aparentemente lisa, sem obstáculo. O tempo é bom, visibilidade perfeita, aderência ótima. A certa altura o piloto avista um obstáculo a mais de 100 metros. Ele olha o obstáculo (que pode ser uma erosão, um tronco, uma pedra, uma vaca) e sabe que tem espaço suficiente para desviar. Mas o piloto continua olhando o obstáculo como se estivesse sendo atraído, sugado para ele e, sem tirar os olhos (só que bem mais arregalados), acerta a erosão em cheio, enterrando a roda dianteira até a altura do pára-lama. Profilaxia: jamais olhe para o obstáculo, mas para as opções de fuga do buraco, quanto mais olhar, mais será atraído para o buraco negro. Tratamento: depois de restaurar todas as vértebras, encomendar óculos especiais com bitolas. Viagem ao Centro da Terra - É uma situação inversa à anterior. O cenário é uma pirambeira para descer. O piloto começa a descer bem vagarosamente, mas o piso não dá aderência e a moto começa a pegar embalo. Não adianta frear mais porque as duas rodas já estão travadas. Quase no fim da ladeira, tem uma pinguela feita com um tronco de carvalho secular. O piloto acerta em cheio a pinguela, mas a 120 km/h. A roda dianteira fica na ponte e a traseira cai dentro do rio, junto com o piloto. Profilaxia: quando o piloto perde o controle da moto na descida é melhor largar e deixá-la ir embora sozinha. Ou provocar uma derrapagem de traseira para cair. Tratamento: duas semanas internado em uma clínica de recuperação de acidentados para lembrar como é que se anda, se com os pés ou com as mãos. Green War (guerra verde) - Depois dos ataques do grupo ecológico Green Peace (paz verde), os treieiros decretaram os ataques estilos green war. O acidente começa com uma trilha em descida, de alta velocidade, com uma curva em 180° no final. Toda volta da pista é formada por mata atlântica. O piloto não consegue frear na curva e entra na floresta, levando junto algumas espécies raras de palmeiras, um tatu peba e um veado-campeiro que estava passando pelo lugar. Profilaxia: avaliar bem a frenagem, de preferência antes da curva. Tratamento: uma junta composta por engenheiros florestais, mecânicos e veterinários tentarão separar as partes que compõem o piloto, as árvores e o veado (se misturar vai dar bode). Vem cá, Benzim - Acontece quando o piloto está quase terminando de escalar uma bruta pirambeira e no finalzinho a moto empina e cai em cima do esmagado piloto. Profilaxia: sentar bem próximo ao tanque nas subidas e quando a moto começar a empinar acionar a embreagem ou sair debaixo. Tratamento: cirurgia geral para extrair o velocímetro que ficou dentro do fígado. Coice de Mula - O piloto vem desembestado descendo uma trilha aparentemente lisa. De repente, surge um pequeno degrau. O piloto levanta a frente da moto e passa a roda dianteira. Quando pensa que está a salvo, o pneu traseiro dá uma pancada violenta no degrau, a traseira levanta até o piloto poder ver o chão de um ângulo completamente inédito: a um palmo do nariz. Depois que o piloto cai e pensa que está numa pior, vem a moto e cai por cima, espalhando pedaços de moto e piloto num raio de 50 metros. Profilaxia: jamais esqueça que moto tem duas rodas, a da frente e a de trás, mas não ficam necessariamente nesta ordem. Tratamento: pegue as peças que sobraram do piloto, abra um mapa de anatomia e com ajuda de muitos tubos de cola tente juntar tudo de novo no lugar certo. Se não der certo tente uma eutanásia completa. Perna Pra Que Te Quero de Volta - Costuma acontecer com treieiros metidos a piloto de cross. Numa curva radical, o piloto coloca a perna do lado interno da curva para fora, com o pé rente ao chão. Mas não vê a ponta de um iceberg feito do mais puro e duro granito para fora do chão. O pé bate no granito parando imediatamente, mas o piloto junto com o que sobrou do seu corpo continua andando. Como os músculos e juntas da perna têm um limite de extensão, logo o piloto descobre que está com uma perna 10 centímetros mais comprida do que a outra e calçando 40 em um pé normal e 44 bico largo no pé dolorido. Profilaxia: só tire os pés da pedaleira quando necessário e observe bem o terreno. Tratamento: tração nos dedos dos pés para fazê-los voltarem ao mundo exterior. Em casos extremos será preciso restaurar os metatarsos, politarsos e paulos de tarsos utilizando dedos de segunda mão (ou melhor, de segundo pé) encontrados no desmanche do Hospital das Clínicas. Oi, Você Por Aqui? - Acidente cada vez mais comum nas trilhas. Um piloto vem radicalizando uma barbaridade em uma curva. Do outro lado da curva, em sentido contrário, outro piloto vem mais radical ainda. Os dois se encontram num ponto comum da curva, chamado “tinhagente”. Como nenhum dos dois é fruto da imaginação do outro, a porrada é radical. Profilaxia: mantenha-se sempre à direita, mesmo em curvas radicais. Tratamento: depois do fiscal da seguradora decretar perda total, pegue o que sobrou de cada piloto e tente negociar no desmanche do Hospital das Clínicas. Quem sabe volta de troco uma gatinha de 16 anos, com pouco uso, único dono e nunca batida. Agora que você já conhece os tombos e acidentes mais comuns no fora-de-estrada junte-se a nós e venha se divertir. Quem sabe acaba descobrindo um novo tombo para integrar nossa relação. *Geraldo Tite Simões (geraldo@speedmaster.com.br) é jornalista. treieiro e já levou todos estes tombos mencionados acima. Além de outros “impublicáveis”. Esta e outras crônicas estão no livro "O Mundo é uma Roda", de Geraldo Tite Simões.
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| Ter Jun 01, 2010 2:20 am |
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Rafael_Landeiro
*Highlander*
Data de registro: Qui Mar 12, 2009 8:16 am Mensagens: 3275 Localização: Viçosa-MG Moto: XTZ 250 X Preta/Vermelha
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 Re: Nome aos tombos de motocileta
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| Ter Jun 01, 2010 10:54 am |
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FernandoMaia
ADMIN
Data de registro: Dom Mar 30, 2008 1:14 am Mensagens: 3000 Localização: Floripa | SC Moto: XTZ 250 X Preta/Vermelha
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 Re: Nome aos tombos de motocileta
Esse Perna Pra Que Te Quero de Volta eu conheço... só que era uma raiz.. sem maiores conseqüências hehe
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| Ter Jun 01, 2010 5:54 pm |
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shoichi kado
*Highlander*
Data de registro: Seg Abr 20, 2009 7:44 pm Mensagens: 1873 Localização: São Paulo Moto: Outros Modelos
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 Re: Nome aos tombos de motocileta
Essa foi a minha especialidade, aconteceu várias vezes Uma vez em Alphaville São Paulo, vi uma Suzuki Vitara crescer na minha frente, só deu tempo de jogar a moto contra um barranco, resultado, joelho esquerdo inchado pela porrada no barranco e um guidão Renthal empenado.  ( até que saiu barato ) Na Vitara éra um muleque de mais ou menos 15 anos dirigindo com o pai ao lado. Oi, Você Por Aqui? - Acidente cada vez mais comum nas trilhas. Um piloto vem radicalizando uma barbaridade em uma curva. Do outro lado da curva, em sentido contrário, outro piloto vem mais radical ainda. Os dois se encontram num ponto comum da curva, chamado “tinhagente”. Como nenhum dos dois é fruto da imaginação do outro, a porrada é radical. Profilaxia: mantenha-se sempre à direita, mesmo em curvas radicais. Tratamento: depois do fiscal da seguradora decretar perda total, pegue o que sobrou de cada piloto e tente negociar no desmanche do Hospital das Clínicas. Quem sabe volta de troco uma gatinha de 16 anos, com pouco uso, único dono e nunca batida.
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| Ter Jun 01, 2010 6:56 pm |
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Silvino Junior
Megalander
Data de registro: Sáb Nov 29, 2008 7:44 pm Mensagens: 1529 Localização: Fortaleza Ce Moto: Outros Modelos
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 Re: Nome aos tombos de motocileta
Eu ja encarei um Green war  em reta, em curva...kkkkkk
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 Antiga Bros 125cc 2005 azul Ex Lander 250cc 2008 azul Atual XT 2010 azul
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| Ter Jun 01, 2010 7:02 pm |
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shoichi kado
*Highlander*
Data de registro: Seg Abr 20, 2009 7:44 pm Mensagens: 1873 Localização: São Paulo Moto: Outros Modelos
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 Re: Nome aos tombos de motocileta
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| Ter Jun 01, 2010 7:05 pm |
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Dido
XTZinha
Data de registro: Dom Abr 25, 2010 1:56 am Mensagens: 131 Localização: Ipuiúna - MG Moto: Lander Azul
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 Re: Nome aos tombos de motocicleta
Já tive o "prazer" de experimentar o piruette, o green war e o vem cá benzim... Este último, sem a parte do esmagamento... Sem maiores problemas tb...
A não ser no piruette, que rendeu umas costas bem raladas..... De resto, tranquilo...
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 viewtopic.php?f=1&t=6898 Essa paixão começa na infância!
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| Ter Jun 01, 2010 7:24 pm |
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FernandoMaia
ADMIN
Data de registro: Dom Mar 30, 2008 1:14 am Mensagens: 3000 Localização: Floripa | SC Moto: XTZ 250 X Preta/Vermelha
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 Re: Nome aos tombos de motocicleta
O meu tombo mais feio foi uma mistura de " Coice de Mula" com " Piruette" terminando num " green war" A trilha era no plano cercada por mato bem fechado e tinha largura para duas motos. Tinha duas valas, uma rasa do lado esquerdo e uma mais profunda na direita. Eu vinha rápido na DT180, mais ou menos no meio da turma. De repente me aparece uma raíz... Só deu tempo de tentar levantar a frente e colocar o peso pra trás. A frente passou mas a traseira deu aquela pancada e subiu... caindo na vala maior! A moto tracionou e entrou mato a dentro (comigo junto)... rôiada braba. O acelerador rapido da DT tranca com excesso de barro. Perde aquele efeito da mola que para de acelerar quando vc tira a mão. O mais engraçado foi o pessoal me olhando espantado perguntando como eu consegui me meter tão dentro do mato com moto e tudo 
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| Ter Jun 01, 2010 7:25 pm |
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GAR
XTZinha
Data de registro: Qua Mar 17, 2010 7:31 pm Mensagens: 148 Localização: Itu / SP Moto: XTZ 250 X Preta/Amarela
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 Re: Nome aos tombos de motocicleta
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| Qua Jun 02, 2010 9:00 am |
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Silvino Junior
Megalander
Data de registro: Sáb Nov 29, 2008 7:44 pm Mensagens: 1529 Localização: Fortaleza Ce Moto: Outros Modelos
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 Re: Nome aos tombos de motocileta
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 Antiga Bros 125cc 2005 azul Ex Lander 250cc 2008 azul Atual XT 2010 azul
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| Qua Jun 02, 2010 1:03 pm |
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nandoreis
XTZinha
Data de registro: Qua Fev 11, 2009 11:01 am Mensagens: 109 Localização: Belo Horizonte Moto: Lander Preta
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 Tombos de Moto
Galera, tava vendo muitas técnicas de pilotagem, mas não achei um topico que falasse sobre os tombos de moto. Se cada um contar como caiu, fica fácil a gente evitar a manobra que o outro fez. Então, vamos lá. Conte-nos: como você já caiu? O que fez de errado? Como poderia ter evitado?
_________________ "Não tento explicar às pessoas porque ando de moto. Para as que compreendem, nenhuma explicação é necessária. Para as que não compreendem, nenhuma explicação é possível"
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| Sáb Jul 31, 2010 5:02 pm |
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nandoreis
XTZinha
Data de registro: Qua Fev 11, 2009 11:01 am Mensagens: 109 Localização: Belo Horizonte Moto: Lander Preta
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 Re: Tombos de Moto
Para quem é trilheiro, segue uma matéria que achei num site:
Quem pratica fora-de-estrada sabe que os tombos são inevitáveis. É tudo uma questão de tempo. Basta pôr a moto na terra e quem ainda não caiu acaba caindo. Portanto, se algum amigo seu cair, não ria, porque em trail quem ri por último ri... sem dentes. Tombos são como imagens de caleidoscópios, nunca se repetem. Eles podem ser parecidos, mas um tombo nunca é igual a outro. Existem os tipos de tombos que são comuns e podem acontecer mais de uma vez com o mesmo motociclista até que um dia ele aprende. Para os iniciantes, anteciparemos os tipos de tombos mais comuns, a forma de evitá-los (a profilaxia), e como fazer o tratamento "pós-queda". Aos mais experientes, a relação serve como um guia para anotar quantos tombos já levou com as características mencionadas.
Vasectomia - Um tombo muito comum de acontecer com proprietários de Honda XLX 250R ou 350R. O piloto se aproxima de um obstásculo, como um tronco ou uma valeta. Para transpô-lo basta dar uma aceleradinha, levantar o guidão e a roda dianteira salta. Mas com as Honda 250 e 350 isso, às vezes, não acontece. O piloto se aproxima do obstáculo, dá uma aceleradinha e a moto faz "GASP!" desligando o motor. A roda dianteira bate em cheio no tronco ou enterra no buraco, e o piloto é arremessado para frente, batendo com suas partes baixas no tanque de gasolina ou no bocal do tanque. Profilaxia: usar a embreagem com o acelerador para elevar o giro e evitar a engasgada. Tratamento: uma semana internado numa clínica de terapia de traumas sexuais, com projeção de filmes especiais e uma série de incentivos para o Bimbo voltar a funcionar.
Cata Cavaco (ou Cercando a Franga) - Tombo comum entre os apressadinhos. Tudo começa com uma trilha ideal para abrir o gás, mas desconhecida pelo piloto. De repente, aparece um morrinho perfeito para saltar. O voo é lindo, perfeito, mas, na hora de aterrissar, o piloto descobre que a pista lisa se transformou num paraíso de erosões. A roda dianteira entra numa das erosões e trava a moto, enquanto o piloto mantém a velocidade de 70 km/h, passa por cima do guidão e vai enterrar os chifres alguns metros adiante. Profilaxia: em trilhas desconhecidas nunca salte como se tivesse recebido Caboclo Paraibinha. Estude o terreno antes. Tratamento: uma prótese nova para os dez dentes da frente.
Baila Comigo - Tombo odiado pelos colegas. Tudo começa com uma provocação e um racha. De repente, três motos entram coladas numa curva e a da frente cai, levando as outras duas juntas, formando um lindo espetáculo circense. Profilaxia: evitar andar colado na moto da frente. Tratamento: cerca de 15 dias de isolamento, longe dos amigos.
Piruette - Muito comum entre os proprietários de motos com motor dois tempos. Tudo começa com uma curva deliciosa, em alta velocidade, com terreno gradeado, perfeito. O piloto entra na curva com meio acelerador, sente que os pneus estão bem aderentes, a tração na roda traseira é perfeita e, então, dá gás. Mas justamente naquele micropedaço de solo a terra estava mais batida e mais lisa, a roda traseira derrapa até a moto ficar de lado, pega um novo trecho de terreno aderente, parando a traseira. O piloto é espirrado para fora da moto, dá um lindo giro no ar e aterissa de bunda. Profilaxia: treinar mais derrapagens controladas em vários tipos de terreno. Tratamento: utilizar uma almofada na cadeira do escritório ou na escola por uma semana (diga logo que foi tombo, senão vão pensar o pior).
Volta, Vem Viver Outra Vez ao Meu Lado - Tombo característico dos iniciantes. O cenário é uma subida íngreme, que piora no final. O piloto pega velocidade, entra em segunda, a moto começa a perder velocidade, reduz para primeira e dá uma baita empinada, completa um giro de 180° ficando com a roda dianteira apontada para baixo. O piloto solta das manoplas e vê a moto começar a descer numa razão de aceleração de nove metros por segundo do quadrado (um pouco menos que os 9,8 m/s2 do Issac Newton). Profilaxia: escolha bem as marchas antes de encarar o subidão. Tratamento: análise com psicólogo da linha Soichiriana que estuda os motivos desta súbita síndrome das fugas das motos.
Atração Fatal - Acontece com uma frequência impressionante. Às vezes, em um mesmo dia pode se repetir em várias ocasiões. O piloto vem normalmente numa estrada aparentemente lisa, sem obstáculo. O tempo é bom, visibilidade perfeita, aderência ótima. A certa altura o piloto avista um obstáculo a mais de 100 metros. Ele olha o obstáculo (que pode ser uma erosão, um tronco, uma pedra, uma vaca) e sabe que tem espaço suficiente para desviar. Mas o piloto continua olhando o obstáculo como se estivesse sendo atraído, sugado para ele e, sem tirar os olhos (só que bem mais arregalados), acerta a erosão em cheio, enterrando a roda dianteira até a altura do pára-lama. Profilaxia: jamais olhe para o obstáculo, mas para as opções de fuga do buraco, quanto mais olhar, mais será atraído para o buraco negro. Tratamento: depois de restaurar todas as vértebras, encomendar óculos especiais com bitolas.
Viagem ao Centro da Terra - É uma situação inversa à anterior. O cenário é uma pirambeira para descer. O piloto começa a descer bem vagarosamente, mas o piso não dá aderência e a moto começa a pegar embalo. Não adianta frear mais porque as duas rodas já estão travadas. Quase no fim da ladeira, tem uma pinguela feita com um tronco de carvalho. O piloto acerta em cheio a pinguela, mas a 120 km/h. A roda dianteira fica na ponte e a traseira cai dentro do rio, junto com o piloto. Profilaxia: quando o piloto perde o controle da moto na descida é melhor largar e deixá-la ir embora sozinha. Ou provocar uma derrapagem de traseira para cair. Tratamento: duas semanas internado em uma clínica de recuperação de acidentados para lembrar como é que se anda, se com os pés ou com as mãos.
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Editado pela última vez por nandoreis em Sáb Jul 31, 2010 5:17 pm, num total de 1 vezes
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| Sáb Jul 31, 2010 5:08 pm |
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nandoreis
XTZinha
Data de registro: Qua Fev 11, 2009 11:01 am Mensagens: 109 Localização: Belo Horizonte Moto: Lander Preta
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 Re: Tombos de Moto
Green War (guerra verde) - Depois dos ataques do grupo ecológico Green Peace (paz verde), os treieiros decretaram os ataques estilo green war. O acidente começa com uma trilha em descida, de alta velocidade, com uma curva em 180° no final. Toda volta da pista é formada por mata atlântica. O piloto não consegue frear na curva e entra na floresta, levando junto algumas espécies raras de palmeira, um tatu peba e um veado-campeiro que estava passando pelo lugar. Profilaxia: avaliar bem a frenagem, de preferência antes da curva. Tratamento: uma junta composta por engenheiros florestais, mecânicos e veterinários tentarão separar as partes que compõem o piloto, as árvores e o veado (se misturar vai dar bode). Vem cá, Benzim - Acontece quando o piloto está quase terminando de escalar uma bruta pirambeira e no finalzinho a moto empina e cai em cima do esmagado piloto. Profilaxia: sentar bem próximo ao tanque nas subidas e quando a moto começar a empinar acionar a embreagem ou sair debaixo. Tratamento: cirurgia geral para extrair o velocímetro que ficou dentro do fígado. Coice de Mula - O piloto vem desembestado descendo uma trilha aparentemente lisa. De repente, surge um pequeno degrau. O piloto levanta a rente da moto e passa a roda dianteira. Quando pensa que está a salvo, o pneu traseiro dá uma pancada violenta no degrau, a traseira levanta até o piloto poder ver o chão de um ângulo completamente inédito: a um palmo do nariz. Depois que o piloto cai e pensa que está numa pior, vem a moto e cai por cima, espalhando pedaços de moto e piloto num raio de 50 metros. Profilaxia: jamais esqueça que moto tem duas rodas, a da frente e a de trás, mas não ficam necessariamente nesta ordem. Tratamento: pegue as peças que sobraram do piloto, abra um mapa de anatomia e com ajuda de muitos tubos de cola tente juntar tudo de novo no lugar certo. Se não der certo tente uma eutanásia completa. Perna Pra Que Te Quero de Volta - Costuma acontecer com treieiros metidos a piloto de cross. Numa curva radical, o piloto coloca a perna do lado interno da curva para fora, com o pé rente ao chão. Mas não vê a ponta de um iceberg feito do mais puro e duro granito para fora do chão. O pé bate no granito parando imediatamente mas o piloto junto com o que sobrou do seu corpo continua andando. Como os músculos e juntas da perna têm um limite de extensão, logo o piloto descobre que está com uma perna 10 centímetros mais comprida do que a outra e calçando 40 em um pé normal e 44 no outro pé dolorido. Profilaxia: só tire os pés da pedaleira quando necessário e observe bem o terreno. Tratamento: tração nos dedos dos pés para fazê-los voltarem ao mundo exterior. Em casos extremos será preciso restaurar os metatarsos, politarsos e paulos de tarsos utilizando dedos de segunda mão (ou melhor, de segundo pé) encontrados no desmanche do Hospital das Clínicas. Oi, Você Por Aqui? - Acidente cada vez mais comum nas trilhas. Um piloto vem radicalizando uma barbaridade em uma curva. Do outro lado da curva, em sentido contrário, outro piloto vem mais radical ainda. Os dois se encontram num ponto comum da curva, chamado “tinhagente". Como nenhum dos dois é fruto da imaginação do outro, a porrada é radical. Profilaxia: mantenha-se sempre à direita, mesmo em curvas radicais. Tratamento: depois do fiscal da seguradora decretar perda total, pegue o que sobrou de cada piloto e tente negociar no desmanche do Hospital das clínicas. Quem sabe volta de troco uma gatinha de 16 anos, com pouco uso, único dono e nunca batida. Agora que você já conhece os tombos e acidentes mais comuns no fora-de-estrada junte-se a nós e venha se divertir. Quem sabe acaba descobrindo um novo tombo para integrar nossa relação. *Geraldo Tite Simões ( geraldo@speedmaster.com.br) jornalista, treieiro e já levou todos estes tombos mencionados acima. Além de outros “impublicáveis”.
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| Sáb Jul 31, 2010 5:14 pm |
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nandoreis
XTZinha
Data de registro: Qua Fev 11, 2009 11:01 am Mensagens: 109 Localização: Belo Horizonte Moto: Lander Preta
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 Re: Tombos de Moto
Agora, falando de mim. Há cerca de um mês, estava subindo uma rua que sai da Barão Homem de Melo em direção à Raja Gabáglia que sai no sinal em frente à Euroville. Numa das últimas curvas, rodando em alta, deitei a muto como tinha feito em todas as outras curvas, só que, de repente, a moto perdeu aderência e eu acelerei mais (lembrando do brocado de trilheiro: na dúvida, acelere), mas meu cotovelo já estava encostando no chão. Foi quando lembrei do Baeta que só ecosta a pedaleira. Só que, o que tinha aconteceido mesmo é que eu já estava no chão. Empurrei as pedaleiras para baixo e fiquei por onde estava mesmo e a Lander foi-se embora no asfalto a fora... Por sorte, tinha instalado o protetor de motor umas duas semanas antes e só ele arranhou. A Mander nao teve nada. Depois, com ajuda do Sérgio, descobri porque caí: pneus descalibrados. O pneu dobrou e o tombo foi consequência da minha falta de atenção para esse pequeno detalhe. Só para se ter uma idéia, o traseiro estava com 20lbs. e o dianteiro com 18. Tinha que ter caido mesmo. Eu estava sem luvas e com a minha tradicional jaqueta de couro. Como a jaqueta nao estava com o ziper do punho fechado (tava calor no dia) a manga subiu, e meu cotovelo acabou ralando no chão. Mas não foi nada demais. Na semana seguinte, comprei uma jaqueta Tutto e semana passada a calça. Se estivesse usando este equipamento, não teria tido nem um arranhão. A moto nao estragou, so arranhou o protetor de motor. Mas se estivesse sem ele, teria que trocar a lateral esqueda da moto, porque ia arranhar tudo. Que bom que só tenho esse caso pra contar sobre quedas on-road.Vamos lá, Cássio. Agora é contigo.
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| Sáb Jul 31, 2010 5:26 pm |
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Itamar
Lander
Data de registro: Qua Fev 20, 2008 2:52 pm Mensagens: 635 Localização: São Paulo Moto: XTZ 250 X Preta/Vermelha
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 Re: Tombos de Moto
nandoreis escreveu: Eu estava sem luvas e com a minha tradicional jaqueta de couro. Semana passada vi um workshop do Lendro Melo e uma das dicas era usar luvas com dupla camada nas palmas das mãos,  pois certa vez ele caiu e ficou pedindo ajuda para escovar os próprios dentes por uns 15 dias  Tem uns outros comentários neste outro tópico com o mesmo artigo Nome aos tombos de motocicletaModeras, Acho que dá pra uní-los 
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| Seg Ago 02, 2010 8:18 pm |
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