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Motoviagem de 250cc de SC a Machu Pichu 03/2012 +fotos 
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Microlander
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[/color][/b]Highlanders

Estou esperando liberacao de minhas ferias no servico para a viajem que ja esta atrasada ha mais de um ano. :riding:
viewtopic.php?f=16&t=7926

O roteiro devera ter modificacoes, mas estamos prontos.

Estou ja separando os tralhas para a viagem e a motoca ja foi revisada.

Minha esposa nao gostou do conforto da Bandit 1250 e vou de Lander.

Se alguem de ultima hora tambem quiser ir conosco eh benvindo.


Ex:
Yamaha Dt 180
Agrale Cagiva 27,5
Suzuki Savage 650 LS

Atual:
Xtz Lander 250
Bandit 1250 N

_________________
Um homem precisa viajar. Por sua conta e não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por sí, com seus recursos para entender o que é seu. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar a arrogãncia que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não como ele é. Que nos faz Prof e Dr do que não vimos, quando deveriamos ser alunos e, ir ver. AK


Editado pela última vez por lacowicz em Dom Ago 05, 2012 7:08 pm, em um total de 2 vezes.



Dom Fev 26, 2012 3:55 pm
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boa sorte na viajem :vee:
suas trips são bacanas :applause: :applause:
vou ficar aguardando as fotos e relatos :ok:

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Dom Fev 26, 2012 8:57 pm
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Diario de Viagem

Moto Turismo Santa Catarina Machu Pichu março/2012

José Luiz & Márcia Lacowicz
Yamaha Xtz 250 Lander

Data HighLander 1º dia :)
Às 06:30 hs estava colocando o alforge e abastecendo no Posto Novo Contestado em Canoinhas – SC. As 08:00 depois de um bom café em casa (estou de férias, posso sair mais tarde...) tomamos o rumo de Porto União da Vitoria, passamos a divisa com o Paraná e seguimos por Foz do Areia até Guarapuava. Somente tinha passado nessa estrada a noite e queria conhecer com mais calma a passagem pela hidroelétrica de Foz do Areia. Realmente valeu a pena, com cidade produtora de vinho e serras muito bonitas. Infelizmente encontramos até um filhote de lobo guará atropelado durante a madrugada. A passagem pela usina também vale muito a pena. Levei até uma bronca da segurança da usina por parar sobre ela tirando fotos :) Queria visitar um primo que hoje mora em Cascavel e que não vejo a uns 30 anos, mas é a segunda vez que ao chegar perto dessa cidade e cai uma chuva incrível. Nem os impermeáveis adiantaram, chegamos ensopados e não eramos boa companhia nesse momento. Pernoite com hidro por R$ 69,00. Gasolina 13 litros.

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2º dia
Partimos às 06:30, passamos pelo centro de Cascavel que minha esposa tinha curiosidade em dar uma olha e partimos em direção à Guaíra. Foi um espetáculo a ponte Airton Senna na divisa PR/MS. Um policial da aduana parou e pediu os documentos, mas foi só para puxar papo, pois viu os alforges e também é motociclista. Deu umas boas dicas sobre motoviagem e partimos para conhecer o Paraguai em Salto de Guairá. Bem interessante e achamos a calça de cordura para minha esposa, para mim não tinha o tamanho, mas 50% mais caro que em Cuidad Del Leste a mesma marca. Rodamos uns 30 km no Paraguai, coloquei gasolina de 95 octanas e.... a Lander não pegava pela primeira vez desde que tenho ela. Fiquei preocupado, desliguei várias vezes e voltou a funcionar. Na volta ao Brasil um pente fino na aduana. Eu e outro motoqueiro furamos na cara dura uns 3 km de fila de veículos, fomos revistados rapidamente, mas com muito respeito. As 13:00 nos dirigíamos à Bonito. Em Navirai e outras cidades nos acessos esculturas com pássaros do pantanal. Deram belas fotos até com a Lander sobre o canteiro :) Anoiteceu e pernoitamos num hotel caro a beira da estrada, (R$ 80,00 para casal, com ar condicionado) mas os outros hotéis de lá eram mais caros ainda. O recepcionista da noite atendeu muito bem e colocou-se a disposição para um papo, mas estava precisando descansar. Gasolina 13 litros.

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3º dia
Como nessa cidade tudo era muito caro, inclusive o combustível, como estava na ultima marcação e ainda tinha uns 100 km de reserva deixei para abastecer no próximo posto, que estava fechado!!! Quando consegui chegar no posto no acesso à Bonito foi 10,2 litros dos 11 do tanque. Chegando em “Bonito e caro”, no hostel não tinha vaga e era R$ 90 por casal para sócio, (R$ 120,00 para não sócio), uma facada. Um cara local me indicou a Pousada Del Fiore, que fez a R$ 30,00 por pessoa com ar, TV e geladeira, muito bom mesmo para essa cidade. O atendimento do casal que cuida de lá foi 110%. Aliás o atendimento de todos em Bonito foi elogiável, mas os preços são de matar. Para nadar nos rios é taxado de R$ 99,00 a 120,00, isso por ser fora de temporada. Na gruta azul estava R$ 36,00 por pessoa para visitar, com guia e tudo. Vale a pena conhecer a gruta azul. Na tarde deste dia quando cheguei às 13:00 “tinha chovido e a gruta estava fechada, fica para amanhã”. Voltei os 19 km de estrada de barro até a cidade e a moto e nós chegamos emporcalhados de barro e areia. Encontramos na saída da gruta um apaixonado por mototurismo de Brasília, o qual fiquei de visitar no minha volta por Brasília, junto com um amigo/irmão que conheci no exterior. Fui pra pousada ( a mulher queria assistir o ultimo capitulo da novela das seis....)

4º dia
Em Bonito fizemos de manhãzinha o passeio na gruta e chegamos de volta a cidade às 11:00. Nem almocei e peguei o mergulho no Rio Sucuri às 12:00, (mais 20 km de estrada sem asfalto) e pelas informações dos outros turistas que estavam junto foi melhor que os mergulhos mais caros que já tinham ido, pois era 2,5 km de flutuação no rio de águas limpíssimas, com três pessoas guiando um grupo de nove pessoas, com roupa de neoprene e tudo e uma ótima infra-estrutura de apoio na fazenda. Valeu a pena pela quantidade de peixes e plantas aquáticas, mas é bem caro. Minha esposa preferiu não fazer o passeio e o “pessoal da fazenda sabia que estávamos viajando para o Peru, onde estávamos hospedados e mais uma porção de coisas a nosso respeito”. Não falem mal de alguém em Bonito porque a comunicação lá funciona bem :) Partimos às 16:00 horas, abasteci, lavei a moto e … nova pane. Depois de alguns minutos ligando e desligando pegou. Tomamos a estrada e tinha um barulho estranho. Parei e era areia no óleo da corrente. De novo a moto pegou com dificuldade. Tocamos a baixo de chuva por Boquedano e Miranda e pegamos a rodovia para Corumbá. Logo um guarda rodoviário parou e eu tinha desligado a luz quando a moto não pegava. Ele foi muito cordial e nos liberou na boa. E novo susto. Em Miranda não tinha posto na rodovia e agora nada de posto de combustível e nada, nada mesmo em mais de 100 km. Somente ao cruzar a ponte do Rio Paraguai, a 70 km de Corumbá tinha um posto. Fiz 286 km com 10,1 litros. Eram 09:30 da noite, cheguei às 11:00 em Corumbá, no hostel não tinha vaga, rodei vários hotéis e fiquei em um sofrível por R$ 80,00. Nesse dia estava cansado.

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5º dia
O óleo da moto estava com 1.700 km, mas como iria passar Bolívia e Peru já tinha resolvido trocar. Ao sair do hotel para levar a moto nova pane num sinaleiro. Por coincidência um funcionário da concessionária viu. Estava preocupado com problemas na bomba injetora, o que seria bem $$$. Como o café do hotel era era ainda mais precário, fui até o hostel Corumbá que hoje tinha vaga e ficou por R$ 75,00 para sócio, com piscina e tudo. Na concessionária foram muito prestativos e o mecânico logo descobriu o problema; havia entrado água na proteção do cachimbo e centelhava no bloco do motor. Ufa. O comentário que ouvi do mecânico é que nossas motos não incomodam em termos de injeção e motor. Logo depois fui fazer um “passeio particular de lancha” (eu era o único interessado dia) por R$ 80,00 por um passeio de uma hora, mas vir até aqui e não dar nem um passeio no rio é demais. Deu pra ver uma duzia de jacarés e chegar bem perto de um de dois metros (quando o bichinho pulou na água bem ao lado do barco minha esposa gelou :) e uma porção de pássaros, camaleão, etc. A tarde um banho de piscina, sair para tirar fotos com a esposa e descansar o traseiro devido ao banco da moto. Também busquei informações sobre ingresso na Bolívia.

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6º dia
Levantamos depois de uma ótima noite às 06:30. Como o café só seria servido às 07:30 e a aduana somente abriria as oito, levei a esposa tirar mais umas fotos em Corumbá. Chegamos às 08:20 na aduana Brasileira e … uma baita fila. Uma hora para ser liberado. Na aduana Boliviana o tramite na migração foi em torno de 15 minutos, mas já deu pra ver que tinha algum problema. Uma manifestação impedindo a entrada de bolivianos que tinham comprado no Brasil. Também precisava autorização para entrada da moto na Bolívia, que foi retirada a 50 metros da migração, na aduana. Precisou fotocópia passaporte, documento moto, CNH e dos vistos de saída do Brasil e entrada na Bolívia. Havia proteção do exercito pois os manifestantes queriam fechar a aduana. Fomos informados pela polícia boliviana que haviam várias barreiras na estrada, uma delas a apenas três quilômetros e outra em Roboré. Falei para minha esposa que era uma aventura e que aventura tem de tudo. Que iriamos tentar com jeito passar. Perguntei na migração, na aduana e para um caminhoneiro brasileiro se precisava algum outro documento e ai estava uma coisa que não informam; para ir até a delegacia de polícia de Puerto Quijarro, perto da linha do trem e retirar uma autorização de trânsito da policia. Custou uma hora e 25 bolivianos, “mas foi o único documento que me pediram em todas as barreiras policiais”. Se não tivesse tirado teria sido muito mordido $$$.
Resultado que saímos da fronteira ao meio dia, com um calor sufocante. Na primeira barreira dos manifestantes, com muitos carros bolivianos voltando, conversamos com um dos manifestantes que indicou uma estrada de terra que desviava a barreira. Em dez minutos estávamos novamente na carretera 4. Asfalto novo e perfeito, retas e planos que não acabavam mais. Pelas duas da tarde almoçamos a beira da estrada num restaurante típico – uma cobertura, com um fogão e uma mesa coletiva. Sopa de costela de gado com coca-cola. Podem ter certeza que o tempero era fantástico, muito bom. Dez bolivianos as duas sopas e doze a coca 2 litros. Duzentos quilômetros depois e nenhum posto de combustível e comecei a me preocupar. Quando chegou a 280 km apareceu indicação de um posto, no centro da cidade de Roboré. Dois tanques suspensos e dois medidores de litros, um de gasolina e outro de diesel, vigiado pelo exército. B$ 3,75 por litro. Uma horas depois encontramos um casal de Brasileiros voltando para Corumbá, com uma Bandit 1200, sujos de barro até a cabeça. Informaram que havia um desvio de 50 km com enormes poças de lama. Trocamos informações e seguimos. Tem um trecho entre Roboré e San José que é muito bonito. Pernoitamos em San Jose no Hotel Denise, por B$ 150 com ar condicionado e cama box. Jantamos muito bem e muito barato e passeamos na cidade. Fui abastecer no “surtidor” o soldado me informou que gasolina para estrangeiros era B$ 9.09 o litro e pediu meus documentos para preencher a autorização para abastecer. A funcionária do posto me cobrou B$ 19,00 por 5 litros, beleza.

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7º dia
Acordamos às 6:00 e seguimos pela ruta 4. Uma hora depois pegamos o dito desvio: 48 km a 25 km/h. Buracos com lama e água que chegava a metade do motor da moto. Foram três horas de sofrimento e sujeira. Estrada ora escorregadia, ora arenosa, e com trechos direto na própria rocha e outros em meio a banhados. Estão fazendo o ultimo trecho da rota 4. Fora esse trecho é uma rodovia perfeita, a maior parte feita em concreto. O único porem é a grande quantidade de esterco sobre a pista e dos donos do esterco, gado, mulas, carneiros, porcos, aves, etc. Tudo pastando ao lado da rodovia. É beeemm legal passar de moto bem no meio da boiada e os bicho te encarando :) Foram dois postos de combustível sem gasolina. Somente em Santa Cruz de La Sierra, (2.500 km rodados desde Canoinhas) que consegui abastecer depois de fazer cara de pobre coitado para a frentista, que informou não estar autorizada a vender para estrangeiros. Ela logo sugeriu que eu levasse a moto para um lado do posto e indicou onde conseguir um galão de óleo para abastecer direto na bomba, onde ninguém veria a placa. Me cobrou B$ 3,75 o litro. Seguimos até a cidade de … e pelas seis horas da tarde quando passamos pelo centro notamos uma movimentada feira livre, com muitas motos, vendedoras de frutas, etc e resolvemos pernoitar e ver de perto a bagunça. Achamos o “Hotel para Turistas', bem limpo, completo com ar, frigobar, TV e cama box por B$ 160,00. Nem regateei. A Márcia revolveu tomar banho antes e quando saímos começou a chover, mas fomos mesmo assim. Tinha de tudo, até carne sendo vendida em barracas na rua, inclusive todos os produtos que você encontra no Paraguai. Uma festa. Comemos carne de gado assada na brasa com um arroz feito mingau e saladas, por B$ 15,00 cada um. Muito barato. Uva Itália a B$ 10,00 o quilo e 1 litro de suco natural por B$ 7,00.

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8º dia
Acordamos bem cedo partimos em direção à Cochabamba. Estrada muito boa e tempo fresco. Uma vegetação diferente e abundante, com dezenas de tipos de frutas. Pela primeira vez cobraram B$ 9,19 por litro de gasolina, mas tinha um fiscal do governo no “surtidor”. Almoçamos um delicioso surubim em Vila Tunari e seguimos por um pedaço do pantanal Boliviano. Cincoenta quilômetros de subida íngreme, com trechos de asfalto, concreto e outros de pedras redondas onde o pessoal de apoio concertou nos lugares onde onde os deslizamentos danificaram a pista. Haviam diversas equipes trabalhando em pelo menos meia duzia de locais com problemas. Pela primeira vez judiei da embreagem da Lander atras dos caminhões nos aclives, poi rodavam tão lento que tinha que usar a primeira marcha e a embreagem. Mas os caminhoneiros se ajudam, pois os aclives são realmente fortes. Chegando ao alto dos andes encontramos uma vila fantástica, muito bonita e o frio. Passamos por um túnel sem iluminação, estreito e com muita água vertendo do teto e em curvas, sem sinalização lateral. Mas o que vimos hoje já valeu a viagem. Demos um volta por Cochabamba e ficamos surpresos com a infra-estrutura. Uma cidade desenvolvida, limpa e com trânsito muito bem organizado. Paramos em um posto (surtidor) para pedir informações e usar o banheiro e ao tentar abastecer informaram que não tinham autorização para abastecer estrangeiros. Perguntei com jeito como poderia fazer e a frentista informou que podia conseguir um saco plástico para abastecer por B$ 3,00 e eles poderiam fornecer combustível, mas que “eles” não poderiam abastecer veículos não bolivianos. Deu muito boa. Quase seis litros por B$ 20,00 e ainda levo o pacote para abastecer em outros locais. Seguimos por mais duas cidades satélites de Cochabamba e achamos um “alojamento”, um ótimo apartamento novo com cama box por B$ 80,00 bem no centro de QuillaCollo, mas com o sistema de aquecimento central com problemas e água muito fria. Foi o primeiro banho de gato da viagem. Os bolivianos tem nos recebido muito bem. Estamos surpresos com a qualidade das estradas bolivianas e com a infra-estrutura de Santa Cruz de La Sierra e principalmente de Cochabamba.

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9º dia
Ás 07:30 já estávamos na estrada para a Capital Boliviana. Logo pegamos outras subidas de montanha, com grandes curvas e uma vista linda de Cochabamba por muito tempo. O estranho é que “quando chegávamos ao alto da elevação tinha outra igual a frente”. Muitas máquinas na pista em diversos trechos tirando terra e enormes pedras que se tinham soltado com a chuva da noite. O frio começou a pegar cada vez mais, com o tempo encoberto por nuvens a partir da dez horas da manhã. Subimos um bom tempo acompanhando um fiat doblo com placas de SP, mas não fiz questão de parar por medo de pegar chuva. No dia anterior tinha comprado folha de coca (vamos deixar bem claro que a folha de coca in natura é um excelente vasodilatador natural, que inibe o efeito da altitude), mas tinha cheiro e gosto de estar mofada. Usamos ela e começamos a ter problemas de ânsias. Quando chegamos a altitude de 4000 mts, tinha neve ao lado da estrada. Os cumes dos montes estavam cobertos de uma mistura de neve e granizo fino. Ao passar dos 4.500 mts de altitude começou uma neve fraca e colocamos tudo o que tínhamos de roupa, capa de chuva, e não adiantava muito. Isso aliado a dor de cabeça, tontura e ânsia de vômitos. Estava frio demais. Felizmente logo depois iniciamos uma descida em direção a um vale e saiu o sol. Às cinco horas chegamos a cidade de El Alto, ligada à La Paz e paramos gelados num hotel. 150 bolivianos. Como tinha sol e a temperatura nessa hora estava suportável, saímos em uma feira Boliviana, que deve dar uns cinco quilômetros para cada lado da rua, que é fechada e ocupa ainda as laterais. Ciudad Del Leste perde feio para a feira de El Alto. Vendem desde eletrônicos, roupas, frutas, verduras e todos os tipos de carne em bancas na rua. Compramos mais roupas de frio, luvas, meias, tudo muito barato. De volta ao hotel, resolvemos não jantar devido às ânsias, quando resolvemos que eu iria comprar algumas frutas e suco. Minha esposa teve a ideia de lavar a roupa suja e molhada no chuveiro e acabou a água quente. Outro banho frio. Foi a noite que mais tive insonia em minha vida.

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10º dia
De madrugada levantei e fiquei no carpet. Quando o sol saiu fui acessar a internet e vi que a partir de agora desceríamos, ficando Cusco a mais de mil metros abaixo. Como estava debilitado conversei com minha esposa e deixamos o nevado chacaltaia, pois lá passaríamos dos 5 mil metros. Tomamos café, arrumamos a bagagem e partimos pelas 10:00 hs em direção ao lago titicaca. Próximo ao meio dia estávamos em Desaguadero e lá fomos mordidos pelos policiais na maior cara dura, dizendo que faltava documentos para a moto. Paguei os B$ 50,00 que pediram, pois não estava muito bem e poderia acabar discutindo e ai ficaria pior. Na aduana somente carimbaram nossos passaportes em um minuto e nos dispensaram. No lado Peruano o tramite foi rápido pois não tinha fila. Somente preencher a ficha de imigração e o carimbo. Na aduana foram preenchidos os documentos de trânsito da moto pelo Peru, tendo demorado uns dez minutos devido a quantidade de informações a serem preenchidas no sistema de informática. Como em diversas cidades de fronteira lá estava o rapaz da Prefeitura com o bilhete de pedágio, mordida oficial na maioria dos países. Não podemos nos deixar intimidar, pois na Ásia também é assim e vocês devem imaginar como ficam os turistas argentinos que vem para nosso litoral com as mordidas dos guardas brasileiros. Consegui realizar um sonho de adolescente, quando estudava no colegial, de conhecer o lago navegável mais alto do mundo. Suas águas são muito azuis e vi muitos tipos de peixes sendo vendidos nas feiras, inclusive trutas criadas em cativeiro no lago. Troquei bolivianos e cem dólares. Chegamos a Puno às 5:00 horas, ficando num hostal muito bem localizado e novo, único com garagem na região por Soles 35,00. (Hostel Inka Tours, próximo ao terminal de ônibus e ao Titicaca) Outra feira enorme na rua ao lado, compramos frutas normais e desidratadas bem barato, comemos a comida nacional boliviana e peruana (¼ de pollo assado com papas, uma sopa de entrada) por oito Soles e cama.

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11º dia
Ás seis horas tomamos café e fomos conhecer Uros, as ilhas de junco. Conhecemos um habitante de lá que se ofereceu para nos levar por 50 soles. Era um barquinho de dar medo, com um motor de uns 5 HP, entrando água, mas aventura é aventura. Chegando na ilha foram mais 100 soles de um quadro bordado pela esposa e mais 20 soles para dar ir a outra ilha num barco de junco com remadores. Na segunda ilha seis soles por um café e um chá de coca (muitos bons) e na volta ele cobrou 50 soles de cada um. Bom, é índio. Quem mandou eu não perguntar bem, mas valeu a pena o passeio de cerca de três horas. Quem vir para cá não deve deixar de conhecer as ilhas de Uros. Após voltamos ao hostel, carregamos e saímos para Cusco. Em Juliaca almoçamos pollo de novo, é só o que se achava. Encontramos dois grupos de motociclistas brasileiros em sentido contrário, com motos grandes e um deles com uma Terenezinha branca. Todo dia tem um tipo de paisagem diferente, que fascina. Na sequencia iniciou a subida novamente para 4.330 mts, com vistas incríveis de montanhas com neve ao nosso redor. Iniciamos então a descida a Cusco, margeando um rio por cerca de 100 km, com vistas lindas e cidades com ruas estreitas com todos os tipos de animais amarrados ao lado da estrada para pastar. Passaram por nós 4 motos BMW 800 de Rio do Sul acompanhadas por uma caminhonete dessas novas da WV. Novos vales incríveis ao lado da estrada, quase bati no grard rail e ainda tomei uma bronca da esposa. Chegamos noite em Cusco e ficamos no Hotel Pachan, pois começou a chover, entramos num posto de gasolina e este ficava ao lado, e já tinha anoitecido. Noventa soles pelo melhor apartamento da viagem por enquanto. O centro histórico fica a 5 quadras daqui e pegamos o trem para Machu Pichu a 3 quadras.

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Remando no barco :)

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Quase tudo lá é de junco

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Dois ciclistas à + de 4.000 manm

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12º dia
Depois de um bom café seguimos a pé para a praça de armas, que ficava a 3 quadras. No mercado público minha esposa se deliciou com as blusas peruanas, por um preço bem acessível. Visitamos também o bairro próximo tirando fotos e um policial alertou sobre perigo de roubo. Compramos também muitos tipos de frutas desidratadas, inclusive castanhas, ótimas para o frio e para dar energia, por preços ótimos. Almoçamos uma carne assada no próprio mercado, que vendia de tudo, inclusive todos os tipos de carnes em bancas comuns. Tem muitos que falam sobre a falta de higiene e já vi relatos de motoviajantes que até levaram comida. Mas a gastronomia local faz parte da cultura, que se não conhecemos deixamos de viver parte da viagem.
Adquirimos no hotel vários pacotes para conhecer a cultura inca. Nesta tarde um city tour por dez dólares mais 130 soles pelo boleto turístico de Cusco e Vale Sagrado completo, valendo por dez dias. As 13:30 uma van nos buscou no hotel e junto com um grupo de umas 15 pessoas que incluía vários outros brasileiros muito legais e de várias nações de língua espanhola. A Catedral não fui conhecer porque a Igreja Católica queria mais 25 soles por pessoa para entrar. No sitio de Coricancha paguei os dez soles por pessoa, pois o mosteiro foi construído em cima do tempo do sol, cuja estrutura básica está preservada e é fantástica, estando entre as melhores de Cusco. Depois de conhecer várias estruturas no centro de Cusco um micro-ônibus da Agrale (feito no RS) nos levou para conhecer alguns sítios arqueológicos próximos à Cusco, inclusive a fortaleza Puca Pucará e o templo da água - Tipon. Retornamos ao hotel a noite. Valeu cada centavo. Pegamos e pagamos os nossos pacotes turísticos no hotel, que se responsabilizou. Quando estávamos na praça de armas presenciamos uma brasileira fazendo um escândalo porque pagou 200 dólares e por sorte reconheceu a pessoa que tinha dado o golpe. Rolou até polícia e televisão. O Josue do nosso grupo deu até entrevista para a televisão sobre o assunto que não sabia nada, pode :) Nessa noite pensei bastante no Roniere, que deveria estar aqui conosco. Certamente ele conseguiria absorver mais ainda sobre os incas e creio que ele ficaria fascinado.

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13º dia
Deixamos a maior parte das bagagens num deposito no Hotel Pachan e às 08:00 a vam veio nos buscar e junto com parte do grupo do dia anterior passamos a visitar a parte principal do vale sagrado dos incas. Vinte dólares pela excursão, usando o ingresso completo que já tinhamos, incluindo um excelente almoço. Passamos pelos sítios de Tambonachay, Q'enqo, Saqsayhuamán e Ollantaytambo. Fantástico o templo do trovão, com suas rochas que chegam a pesar 120 toneladas, trazidas de mais de 5 quilômetros de distância e perfeitamente encaixadas de maneira que não entra uma faca entre as rochas. O local do altar de sacrifício entalhado na rocha da caverna. Os dutos de água entalhados há mais de cinco séculos em rocha tão dura que a água não desgastou ainda. Os furos perfeitos feitos na rocha para passagem de água com diâmetro em torno de 70 mm. As rochas rosas com peso de 70 ton trazidas de outra montanha e erguidas por uma escarpa vertical de 200 metros de altura e perfeitamente encaixadas. A tarde ficamos em Ollantaytambo e seguimos de trem para Águas Calientes. Conhecemos as duas Beatriz, lindas colombianas que se tornaram nossas "filhas". Em Águas Calientes já nos esperava uma recepcionista do Hostel Caminho Real, onde chegamos e caímos na cama às 11:00 hs, ao som forte do rio que batia nas paredes dos fundos do hostel.

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14º dia
O pacote para Machu Pichu e Waina Pichu custou 440 dólares mais U$ 30 do hostel para o casal. Incluiu as passagens de trem ida e volta, (70 dolares para cada um) guia particular para Waina Pichu e Machu Pichu, ingressos (153 soles cada), ônibus de acesso e saída da Machu Pichu (17 dólares para cada um) e vam de retorno e taxi ao hotel em Cusco, ou seja, tudo menos o hostel em águas calientes e um almoço. E eles reservaram tudo, não nos preocupamos com nada. Acordados às 05:30, café já com o guia explicando detalhes e pegamos o ônibus que já seguiu por uma estrada de dar nervos.
Ir a Machu Pichu e não ir ao Waina Pichu é a mesma coisa que ir ao atacama e não ir até a mão do deserto. É uma subida e um lugar fantástico, onde somente entram 400 pessoas por dia. Você no acesso já preenche de próprio punho um livro onde informa dados pessoais, documentos e assina se responsabilizando pelo que vier a acontecer. E no final assina o retorno. A tarde se alguém não assinar eles vão buscar o corpo. É uma trilha extremamente íngreme construída na lateral da montanha, com não mais de 40 cm em alguns trechos. A altitude é menor comparada a Cusco, mas também dificulta. Para conseguir acesso ao topo precisa passar por uma passagem tão estreita que não consegui levar a mochila. Bem próximo ao topo nos acomodamos precariamente em pedras ao lado dos abismos onde tínhamos uma excelente vista enquanto descansamos e o guia nos falava sobre a história local. Novamente lembrei do mano Roni e parece que vi ele sorrindo ali. A vista de Machu Pichu é linda e dos vários vales ao redor, mas como não foi terminada as rochas superiores são inclinadas e sem nenhuma proteção. Escorregou e são 500 mts de altura em queda livre. Tem poucos construções terminadas em Waina Pichu, mas os incas sempre surpreendem. A descida é também especial e desafiante. O grupo que foi mais tarde pegou chuva.
Em Machu Pichu, depois de descansar, com o nariz queimado pelo frio da manhã e pelo sol no retorno, passamos a visitar na trilha completa. Nas fotos parece pequena, mas somente para visitar os templos principais foi até as 16:00 horas. Com sol forte, ora com chuva, ora com nuvens trazendo neblina, cada vez mais conjuntos de habitações, o altar do sacrifício na parte alta, os locais de descanso nas trilhas, os locais de plantações e de decorações com flores, detalhes dos muros e portas de controle, diferentes tipos de habitações, tudo te chama a atenção e depende já de tarde de esforço devido ao cansaço. Se você não tiver um guia não vai conseguir perceber os detalhes da cidadela. Do local de estudo das estrelas, do templo do condor, do relógio de sol, patio acústico dos sacerdotes, etc. Tivemos a sorte de ter como guia um rapaz que quer ser um sacerdote inca moderno, e que assim tem excelente conhecimento da cultura inca. Além do mais ele é motociclista e que vir ao Brasil para aprender português. Caso alguém queira ir a Cusco o contato dele é siwarqqente_13@hotmail.com.
Chegamos no Hotel Pachan às 11:00 hs e felizmente as bagagens já estavam no quarto. Consideramos excelente o atendimento ao turista em Cusco.

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Sacada do hotel onde pernoitamos em Aguas Calientes

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Cozinha do hotel

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Descansando na subida a Waina Pichu

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Tunel de acesso a Waina Pichu

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Primeiras construcoes de Waina Pichu

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No cume de Waina Pichu

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Na parte inacabada de Waina Pichu - Em baixo Machu Pichu

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15º dia
Às 05:30 acordados no Hotel Pachan, tomamos café. Busquei a moto no estacionamento que custou S 3,00 por noite e S 5,00 por dia, sendo que estava coberta. Abasteci no posto ao lado e partimos pela Av. De La Cultura até Urco, onde pegamos a Transoceânica Sur para Puerto Maldonado, a uma distância de 420 km. Já sabia da grande quantidade de curvas desse trecho, mas já no início foi surpreendente, sendo a velocidade máxima permitida de 35 km, com centenas de curvas de 180 tão fechas que não permitia mais que 20 km/h. Iniciamos subindo cada vez mais e esfriava bastante, tendo parado e colocado todas as roupas de frio, incluindo a roupa de chuva para segurar o vento e luvas grossas. Passamos por vários vilarejos e seguimos um rio, com terrenos com centenas de alpacas. Senti perda de potência e logo percebi que estava subindo bastante. Iniciaram curvas de aclive em montanha, minha esposa reclamava de falta de ar quando apareceu a placa de 4.725 mts de altitude. Foi o nosso máximo. Logo após iniciou o declive e o local mais lindo por que já passei. Centenas de curvas em declive, uma depois da outra e paisagens incríveis, de ambos os lados do vale. Descemos acompanhando o rio por mais de 200 quilômetros, passando por estrada escavada na lateral da montanha, com cerca de duas dezenas de desmoronamentos, com máquinas limpando a pista e mantendo pelo menos passagem em uma pista. Nessa descida passamos desde uma paisagem parecida com a tundra (um tipo de grama rala típica do frio extremo) até chegar a floresta amazônica peruana. No início os animais eram somente alpacas, logo depois aparecendo burros e mais embaixo cavalos e outros tipos de animais. Uma fantástica descida que em meio dia resumiu todos os tipos de vegetações e animais que encontramos nos 2000 km de Corumbá até La Paz. Somente esse trecho já valeu toda a viagem. Paramos para almoçar em um vilarejo e comemos trucha e gado, com preço de 12,00 + 5,00. A falta de higiene da região é pior do que a Bolívia. Ao chegar a cidade de QuinceMil, região de garimpo tivemos que pagar S$ 19,00 por galão de gasolina que o bodegueiro garantiu que era de 90 octanas, sendo a mais cara que paguei no Peru. Notamos em algumas pontes cargas de pedras em ambos os lados e muitas arvores em vários lugares na estrada. Passamos por diversas vilas de garimpo montadas em palafitas. Em uma delas foi que percebi o problema com dezenas de arvores derrubadas na pista, dando passagens em um dos lados por passagens estreitas, com muitas pessoas no asfalto, mas sempre nos trataram bem. Após entrarmos na região de Madre de Dios, pela primeira vez fui parado pela polícia peruana, mas queriam saber se estava livre a estrada desde Cusco, confirmando minhas suspeitas de problemas. Nessa cidade haviam pela menos uma duzia de grifos em um trecho de 10 km. Estava preocupado há tempo pois esqueci de sacar dinheiro de manhã e estava com somente uns S$ 15,00, sendo obrigado a chegar a Puerto Maldonado, único lugar que tinha caixas eletrônicos. Chegamos no início da noite, saquei a grana e novo problema. Hotéis lotados. Os únicos com vagas nem os peruanos queriam de tão sujos e bolorados, sem sequer água quente. Depois de cerca de duas horas encontrei o Hostel Pitivi ou algo assim por absurdos S$ 150,00 e o Hotel Don Marco, pelo mesmo preço, mas com uma ótima estrutura, mas mesmo assim muito mal cuidado. Devido ao cansaço dessa viagem, da altitude, somados ao desgaste de Waina Pichu, tanto eu como a Márcia estavamos irritados, levando a único atrito da viagem. Fui buscar algo para ela comer e fomos dormir depois de um banho relaxante, eu pelo manos exausto.

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Um dos sete desabamentos na estrada deste dia

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Um garimpo na amazonia peruana
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16º dia
Acordei com o sol alto e sem o cansaço estava tudo um grande love. Tomamos um excelente café da manhã e tentamos entrar na piscina, mas estava com água bem suja. Ali soubemos do “Paro minero”, onde o governo estava negociando a liberação das estradas. Uma beleza de aventura. Entramos na Bolívia com greve de caminhoneiros fechando a estrada e saímos do Peru com greve de mineiros fechando a transoceânica. Soube depois que houveram vários mortes nesta última. Uma excelente visão do rio e uma ótima estrutura do hotel subutilizada. Saímos às 09:00, com roupas de calor. As roupas de frio mais as lãs peruanas que compramos e os alforges não fechavam ....... abastecemos, dei uma lavada no motor da moto e tivemos que pedir informações várias vezes para sair do transito confuso. Puerto Maldonado tem a maior concentração de motos e triciclos que já vimos. Mesmo em Bali havia uma maior quantidade de carros. Seguimos até a fronteira pela mata Peruana. Não percebi a aduana Peruana de tão simples e mandaram um motoqueiro nos chamar de volta. Que mico. Mesmo assim nos trataram muito bem. Passamos a ponte e na aduana Brasileira foi necessário mexer em todos os alforges para achar os tickets de acesso da aduana Brasileira em Corumbá. Descemos até a cidade de Assis Brasil e comemos um churrasco no Beto, que me fez o cambio dos soles que ainda tinha e seguimos até Brasileia. Ficamos no Hotel Vitória Regia por R$ 80,00. Dez minutos depois descobri que estávamos a cinco minutos a pé de Cobija, na Bolívia, onde haviam hotéis bem melhores por um preço bem inferior.

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17º dia
Um excelente café junto com uma equipe de uma concessionária Honda. Uma volta de moto por Cobija a pedido da esposa. Passamos a ponte para a cidade irmã de Epitaciolância, abastecemos e recebi uma lavação necessária na moto. Seguimos até Rio Branco e passeamos pelo centro da cidade, cruzamos as duas pontes e pernoitamos em Vista Alegre, que tinha os hotéis lotados por empreiteiras. Comemos um baião de dois e pegamos uma cama, depois de brigar bastante com os insetos.

18º dia
Saímos às 09:00 horas de novo. Cansaço ainda. Logo passamos a balsa sobre o Rio Madeira, o que foi muito interessante. Paisagens novas e entramos em Rondônia. Almoçamos no caminho a 24 reais o quilo, muito caro. Passeamos por Porto Velho e tomamos um sorvete no shopping no centro com direito a chuva na saída. Chegamos a noite em Ariquemes, depois de passar por meia hora de muito perigo ao anoitecer com chuva, em um asfalto com caminhões e ônibus invadindo a pista para desviar dos buracos, nós sem acostamento. Pegamos um grande buraco bem ao lado de um caminhão e só por Deus não deu problema maior. Ficamos em hotel ao lado da BR por 70,00.

19º dia
Levei cedo a moto a concessionária em Ariquemes para trocar de óleo, com cerca de 4800 km rodados. Às nove abastecemos, passei uma água no motor da Lander e seguimos em direção ao sul. Cem quilômetros a frente a paramos com uma ponte tomada por uns 50 sem terra da região. Mesmo estando em férias fiquei indignado com a inoperância da polícia e do povo. Tinha uns 20 km de engarrafamento em cada lado da rodovia, convidei várias pessoas para tirar aquele pessoal da ponte e todos estavam com medo de umas 5 ou seis duzias de pessoas, entre mulheres e crianças. Amoçamos bem e as 14:00 hs seguimos devagar devido a grande quantidade de veículos. Também demorou devido ao mau estado da estrada, com enormes “panelas” e os caminhões invadindo a pista para desviar das crateras no asfalto. Às 18:00 hs quebrou um rolamento da roda trazeira da Lander. Com ajuda de um pessoal que estava em um trator, troquei o rolamento em meia hora e seguimos até Cacoal. Hotel a R$ 70,00.

20º dia
Fui até a concessionária Yamaha de Cacoal para trocar ambos os rolamentos trazeiros (minha Lander está com problema da roda trazeira – já é o 4º rolamento que quebra) e já pedi para verem o pinhão. O mecânico achou que o pinhão daria para chegar em casa e apareceu a pastilha de freio trazeira já arranhando o metal, que também foi trocada. R$ 74,00 pelos rolamentos, pastilha e MDO. Seguimos pela estrada até anoitecer em uma pequena localidade depois de Vilhena, ficando no Hotel Terra Brasil por R$ 70,00.

21º dia
Dormimos mal sem ar condicionado. Chegamos às 16:00 hs em Cuiabá e entramos para dar uma olhada. Fomos parados no transito por um membro do Alligators Moto Clube, que nos convidou para um encontro na próxima noite. Visitamos o ponto geodésico das Américas no centro de Cuiabá (este ponto foi determinado por Rondon com os equipamentos da época. O verdadeiro centro fixado por GPS está na Chapada) e seguimos em direção à Chapada dos Guimarães. Infelizmente para nós a maior parte dos pontos turísticos estava fechado por chapas de metal ou cercas, tendo pernoitado na cidade de Chapada dos Guimarães. Muito caro e mal atendido. Rodamos quase duas horas por hotéis completamente vazios, com instalações simples que insistiam em querer cobrar mais de R$ 100,00. Achamos uma pousada nova na rodovia por R$ 60,00 sem café da manhã.

22º dia
Levantamos cedo, achamos uma panificadora no centro da cidade e seguimos para ver algumas atrações. O morro dos ventos tem uma vista excelente e duas cascatas. Seguimos para o ponto geodésico, do qual somente achamos o mirante. Segundo informações o ponto geodésico “está no meio do mato”. Tentamos localizar seguindo algumas trilhas que havia, mas tinha muita lama e acabei caindo com a moto. Com certeza eles não levam o turista a sério na Chapada – exploram o turista e não o turismo. Um grande exemplo de falta de competência do Governo do Estado, do Município e da iniciativa privada juntos. No dia anterior ao procurar hotéis encontramos o Romeu e a Márcia também procurando hotel e nos informaram o Thermas Hotel Mariah em Juscismeira, que é caminho para Rondonópolis, que por R$ 150,00 ficamos 24 horas com mais de meia dúzia de piscinas com água quente e um excelente apartamento. Foi ótimo.

23º dia
Saímos perto do meio dia, almoçamos um churrasco (estranhamente em todas as churrascarias somente encontramos carne dura – o churrasco não é macio como no sul). Ao sair do hotel notei barulho na corrente e lá estava o pinhão no osso. Em Rondonópolis a concessionária somente tinha pinhão passo 423 e até kit relação, mas somente da mais fina. Foram quase duas horas até a concessionária conseguir localizar na cidade um pinhão passo 520, mas cobraram somente R$ 50,00. Chegamos ao anoitecer em Coxin. Comemos uma peixada na beira do rio e ficamos em um ótimo hotel nos fundos de um posto de combustível (Hotel Beira Rio) com boa qualidade e ótimo atendimento por R$ 60,00. O hotel realmente fica na beira do rio e me arrependi em não ficar um dia pescando no ótimo local que eles tem para isso, pois com o rio cheio somente pega-se peixes com 2 ou 3 quilos.

24º dia
Pernoitamos em Nova Andradina, por R$ 60,00. Cuidei para fazer a viagem por estradas que ainda não conhecíamos e optei por voltar por uma rota que passa por várias pequenas cidades do Mato Grosso do Sul, por um trecho de são Paulo e por Maringá até Ponta Grossa. Assim foram mais de 9.000 quilômetros por locais que nunca havíamos passado.

25º dia
Rodamos nesse dia 730 km, para chegar em casa. Ao anoitecer em Palmeira notei que estava queimada a luz baixa. Parei no Posto Guapo para descansar e estava tentando baixar o farol na regulagem quando parou o Luiz Carlos, que tinha acabado de comprar uma Teneré 660 e quer viajar para o Peru. Tinha uma lâmpada 55w que me cedeu. Fui trocar a lâmpada no posto e já foi bem complicado tirar a lâmpada original. Logo apareceu o Jorge Luiz com uma Kawasaki custon e veio ajudar com ferramentas, que permitiram até soltar o farol e facilitou demais. Nos despedimos pelas 22:00 hs e chegamos em casa a meia noite com 9.260 km rodados.

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Um homem precisa viajar. Por sua conta e não por meio de histórias, livros ou TV. Precisa viajar por sí, com seus recursos para entender o que é seu. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar a arrogãncia que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não como ele é. Que nos faz Prof e Dr do que não vimos, quando deveriamos ser alunos e, ir ver. AK


Editado pela última vez por lacowicz em Seg Jul 02, 2012 5:18 pm, em um total de 14 vezes.



Seg Mar 05, 2012 10:17 pm
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boa viagem

Vão e voltem com deus

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É isso aí vizinho. :ok:

Boa viagem e que Deus os acompanhe.

abs.

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Um dia farei isso com, ou sem a patroa kkkkk !

Meus parabéns pela viagem, divirtam-se e aproveitem com segurança .

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Boa viagem :riding: :riding:

Vai acompanhar aqui :ok:

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Boa viagem! :ok:

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Deus há de ajudar !

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Sáb Mar 10, 2012 10:22 am
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Show de bola!

Não sabia que havia essa questão dos veículos estrangeiros.

Qual é o câmbio Real x bolivianos?

Abraço,

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Daniel.
Dicionário Houaiss: Motociclista = pessoa que dirige motocicleta = Motoqueiro
The Oxford Universal Dictionary: Motorcyclist = Motorbiker
Le Robert Dictionnaire de la Langue Française: Motocycliste = Motard
Dicc. R. A. Española: Motero = Motero
Dicionário da Babaquice Brasileira:
Motociclista = motoqueiro arrogante, elitista, moralista; freira; aprendiz com postura de mestre.
Motoqueiro = motociclista imprudente, afoito, retardado, arruaceiro.


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Sáb Mar 10, 2012 11:06 pm
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Dom Mar 11, 2012 10:55 pm
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Fantástico :applause: :applause: :applause:

Quero muito ver as fotos :P :shock:

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Tópicos recomendados - Ex XTZ 250X Black Mule - Atual XRE 300 Azul - CRFL 250M - ficou só no sonho, virei coxinha :)


Dom Mar 11, 2012 11:53 pm
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Megalander

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Localização: Marau - Bahia ( baixo sul / costa do dende )
Moto: Yamaha Lander Azul
Opa,
Acompanhando, boa viagem...
esperamos as fotos assim q possivel.. :ok:

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"Hoje colhemos o que plantamos ontem e semeamos o amanhã"


Seg Mar 12, 2012 2:52 pm
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